A nova edição do festival À Volta do Barroco celebra a música concertante, uma herança daquele período que até hoje nos estimula a apreciar o desafiante papel do solista em diálogo com uma orquestra. O mote está dado e serve de pretexto para o convite aos prestigiadíssimos solistas que irão actuar junto dos agrupamentos residentes da Casa: os violoncelistas Pieter Wispelwey e Marc Coppey, os violinistas Ashot Sarkissjan e Carolin Widmann e o contratenor Andreas Scholl. O repertório estende-se de Bach, Vivaldi e Haydn aos contemporâneos Wolfgang Rhim, Salvatore Sciarrino e Giacinto Scelsi, provando a enorme influência das formas barrocas no nosso tempo. A apresentação do genial Requiem de Mozart terá também elenco de luxo, com as vozes de Katharina Konradi, Catriona Morison, Martin Mitterrutzner e Krešimir Stražanac, que se juntam à Orquestra Sinfónica e ao maestro Michael Sanderling. O Coro Casa da Música fecha o festival com um programa dedicado aos madrigais, numa viagem fascinante que se estende do Renascimento ao século XX.

O Ciclo de Piano traz o virtuoso Vadym Kholodenko, que dedica um recital a Prokofieff e Schubert. O maestro alemão Clemens Schuldt estreia-se à frente da Orquestra Sinfónica no convite ao violinista Ilya Gringolts para um programa estimulante, que começa com Paganini e termina com a estreia nacional de um concerto de Luca Francesconi. E, já que falamos em música nova, vale a pena marcar na agenda as duas estreias mundiais de peças encomendadas pela Casa da Música a Carlos Lopes, Jovem Compositor em Residência 2021. Mas o mês de Novembro está longe de se esgotar aqui. Não perca o novo projecto que junta Rui Reininho à Orquestra Jazz de Matosinhos e ainda os concertos de Jorge Palma, Silvia Pérez Cruz, Joana Espadinha, Orquestra Bamba Social, Luta Livre de Luís Varatojo e muitos outros, sem esquecer as múltiplas actividades para as famílias.

O festival À Volta do Barroco é o pretexto para encontros da Orquestra Barroca com a Orquestra Sinfónica e o Remix Ensemble, cruzando assim as partituras de grandes mestres do Barroco com compositores que não escaparam à sua influência. Pela primeira vez, poderemos ouvir um solista a tocar o mesmo concerto junto da Orquestra Barroca e também da Orquestra Sinfónica. O convidado é o violoncelista premiado Pieter Wispelwey. Em Ano Itália, o Remix Ensemble não se esquece de homenagear um dos criadores italianos mais importantes do nosso tempo, Salvatore Sciarrino, e apresenta também uma obra de Wolfgang Rihm em que é solista o grande violoncelista Marc Coppey.

Ainda sob o signo da música italiana, o Ensemble Allettamento apresenta um concerto inteiramente dedicado ao repertório escrito para violino e violoncelo. Há ainda lugar para visitar o Classicismo, num fim de tarde que junta a Orquestra Sinfónica, o Coro e um elenco de prestigiados cantores para interpretar o célebre Requiem de Mozart. A encerrar o festival, o Coro parte dos madrigais italianos para nos levar até algumas das mais belas páginas surgidas no último século sob a inspiração desta forma musical renascentista.

serviço educativo

primeiros concertos (3 meses–6 anos)


WORTEN DIGITÓPIA direcção artística e interpretação

ANA ISABEL OLIVEIRA, FILIPE FERNANDES, 

ÓSCAR RODRIGUES, RICARDO VIEIRA 

e RUI RODRIGUES interpretação 


Um mergulho na floresta, pelas suas histórias e paisagens sonoras, com a ajuda da Worten Digitópia, que, recorrendo à tecnologia, nos dará a ouvir de múltiplas formas os sons de uma floresta mágica. Um concerto-viagem que é igualmente um despertar da consciência de todos para as questões ambientais. 

ciclo piano fundação EDP


SERGEI PROKOFIEFF Quatro peças, op. 32;

FRANZ SCHUBERT Sonata em Mi bemol maior, D. 568

FRANZ SCHUBERT Três peças para piano, D. 946

SERGEI PROKOFIEFF Sonata para piano n.º 7 


O vencedor da Medalha de Ouro do Concurso Van Cliburn regressa à Casa da Música com um programa centrado no seu compositor predilecto, Sergei Prokofieff. Vadym Kholodenko já gravou todos os concertos do mestre russo e o seu álbum mais recente, para a Harmonia Mundi, é a ele inteiramente dedicado. Entre as obras escolhidas para este recital destaca-se a portentosa Sonata n.º 7, uma das mais populares e difíceis do século XX. O programa divide-se entre Prokofieff e Schubert, e deste podemos ouvir uma sonata raramente tocada ou gravada — ao contrário das célebres Três peças para piano D. 946, exemplo magnífico do talento do compositor austríaco para escrever melodias inesquecíveis.

PEDRO GUEDES direcção musical


Animais Errantes dão de frente com 20 000 Éguas Submarinas – o recém-nascido disco de Rui Reininho. Nada é bem deste mundo e por isso mesmo a Orquestra Jazz de Matosinhos segue preparada para o reinventar. As composições surgem de improvisações de Reininho com Paulo Borges, onde a electricidade de Alexandre Soares se funde com os ventos que sopram. Juntam-se todos nesta nau imaginária porque “há que sobrevoar o mar e navegar o ar".

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