Ao longo da história da música, muitas foram as obras que nunca teriam visto a luz do dia sem o apoio de Mecenas.

Se partilha da mesma paixão, pode também tornar-se Mecenas e estimular a criação e a divulgação musical. 

Para isso, preparámos uma playlist com obras musicais que se tornaram importantes no repertório musical e cuja existência se deve à generosidade de Grandes Mecenas. 

Ouça enquanto preenche a sua Declaração de IRS e inspire-se, consignando 0,5% do IRS liquidado à Fundação Casa da Música.


Enquanto preenche a sua Declaração, sugerimos que escute uma playlist que criámos para si, com obras importantes cuja existência se deve ao apoio de generosos mecenas.

VON MECK e TCHAIKOVSKI — Sinfonia nº 4


“Neste momento estou absorvido com a sinfonia que comecei a escrever ainda
no Inverno e que pretendo dedicar-lhe, pois encontrará aí ecos das suas ideias
e dos seus sentimentos mais profundos.” Este pequeno excerto de uma das mais
de 600 cartas que Tchaikovski escreveu à sua generosa mecenas testemunha
a importância de Nadejda von Meck para o maior compositor russo de todos os tempos. Uma fervorosa admiradora da música de Tchaikovski, a quem chegou
a encomendar algumas pequenas peças, Nadejda von Meck correspondeu-se
ao longo de vários anos com o compositor e atribuiu-lhe uma fabulosa mesada para que este se dedicasse em exclusivo à composição e levasse uma vida isenta
de preocupações. A belíssima Quarta Sinfonia foi-lhe dedicada mas muitas
outras obras de Tchaikovski não existiriam sem o apoio da Senhora von Meck. Curiosamente, os dois nunca trocaram uma só palavra nem se conheceram pessoalmente.

PAGANINI e BERLIOZ — Harold em Itália


Em 1833, o célebre virtuoso do violino Niccolò Paganini comprou uma viola
de arco do famoso luthier de Cremona, Antonio Stradivari, um instrumento construído no ano de 1731. Mas logo se deparou com um problema. Não existia música à altura de um instrumento com tão grande qualidade. A solução foi encomendar a Hector Berlioz uma obra para viola. Inicialmente,
o compositor francês pensou em homenagear os últimos momentos de vida de Marie Stuart, rainha dos escoceses, antes de ser decapitada, mas depois acabou por se inspirar 
no personagem de Lord Byron para compor Harold em Itália. No entanto, não foi Paganini a estrear a obra por não ter gostado dos primeiros esboços. A obra permanece até aos nossos dias como uma grande referência no repertório sinfónico e o instrumento, que ficou conhecido como Stradivarius Paganini-Mendelssohn, é pertença da Nippon Music Foundation.

POLIGNAC e RAVEL — Pavana para uma Infanta defunta


As soirées musicais do salão de Winnaretta Singer, herdeira do império das máquinas de costura Singer e mais conhecida como Princesa de Polignac, eram um verdadeiro acontecimento musical na cidade de Paris no início do século XX. Maurice Ravel, sabendo da importância destes concertos privados no lançamento da carreira de jovens músicos e compositores, antecipou-se a qualquer encomenda e levou de presente para Winnaretta a peça para piano Pavana para uma Infanta defunta. Hoje em dia continua a ser uma peça predilecta do repertório para piano a solo e a sua versão orquestral é igualmente famosa.

BETTY FREEMAN e JOHN CAGE — Freeman Etudes   


Fotógrafa e filantropa. Assim ficou conhecida Betty Freeman, mulher visionária
no reconhecimento do talento alheio e uma apaixonada pelo mundo das artes.
Ao longo da vida apoiou mais de 80 compositores e ficou directamente ligada a mais de 400 obras musicais. Entre as loucuras que era capaz de fazer em prol dos artistas deu abrigo na garagem de sua casa a Harry Partch, que encontrou a viver nas ruas de Los Angeles. E entre as obras que lhe foram dedicadas encontram-se a ópera Nixon na China, de John Adams, Vermont Counterpoint de Steve Reich ou Antiphonies de Harrison Birtwistle. Em 1977, Betty Freeman pediu a John Cage se podia escrever alguns estudos para o violinista Paul Zukovsky. Após tentar tocar os primeiros estudos, Zukovsky disse a John Cage que a música era impossível de tocar. Cage abandonou a ideia inicial de escrever 32 estudos mas ainda publicou a primeira metade em dois volumes. Acontece que em 1988 Irvine Arditti provou ao mundo que era possível tocar os estudos e a sua interpretação criou tão grande entusiasmo em John Cage que este terminou os 32 Freeman Etudes em 1990. Arditti deu-os a conhecer no ano seguinte provando que em música nada é impossível.

INSTRUÇÕES


Para apoiar a Casa da Música basta que, no quadro 11 da Declaração Modelo 3,
seleccione "Instituições culturais com estatuto de utilidade pública” e inscreva o NIF 507 636 295.


Caso tenha IRS Automático, no momento da confirmação da declaração assinale a caixa que indica que
pretende consignar 0,5% do seu IRS e inclua o NIF da Fundação Casa da Música.