O Natal traz sempre histórias e música de encantar. O concerto especial da Orquestra Sinfónica oferece-nos a música de um Ravel inspirado nos contos de fadas de Perrault e de um Stravinski que explora as inconstâncias duma personagem da commedia dell’arte. A Orquestra Barroca e solistas do Coro celebram a quadra com o mestre do Barroco francês Marc-Antoine Charpentier, ilustrando um Natal francês no século XVII. O fantástico pianista Pierre-Laurent Aimard despede-se da sua residência ao longo de 2020 com um recital inteiramente dedicado à obra Vingt Regards sur l’Enfant-Jésus de Messiaen. Outra estrela que marca presença em Dezembro é o pianista Nicolas Hodges, que será solista na estreia nacional de duas obras de Wolfgang Rihm, junto da Orquestra Sinfónica. A Sinfónica apresenta-se ainda dirigida por Vassily Sinaisky, com um programa que nos traz um dos mais belos concertos de Mozart pelo pianista Rafael Kyrychenko. As propostas deste último mês do ano estendem-se a recitais de música de câmara por jovens intérpretes premiados e a diferentes faces da música portuguesa: de Salvador Sobral a João Pedro Coimbra. Os mais pequenos são convidados a celebrar o aniversário de Beethoven, numa proposta do Serviço Educativo que conta em tom divertido a história deste gigante da música.

04.12 sexta · 19:30 sala suggia

Integral das Sinfonias de Beethoven


ORQUESTRA SINFÓNICA DO PORTO CASA DA MÚSICA

BALDUR BRÖNNIMANN direcção musical

NICOLAS HODGES piano


NUNO LOBO Invertirus

(estreia mundial; encomenda Casa da Música)

WOLFGANG RIHM Sotto Voce I e II, para piano e orquestra

(estreia em Portugal)

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LUDWIG VAN BEETHOVEN Sinfonia n.º 2


A Segunda Sinfonia traz já a invenção que denuncia o génio imortal de Beethoven, marcando o momento crucial da sua vida em que se apercebe da irreversibilidade da sua surdez. Daqui para a frente partiria para campos que outros não sonharam desbravar. Ponto culminante de uma primeira fase do compositor e prenúncio para outras obras mais revolucionárias, a sinfonia é marcada por uma luta interior que os críticos ouviram como a imagem de um dragão ferido que se debate pela vida. O programa, que começa com nova música de Nuno Lobo, traz ainda a oportunidade de ouvir o pianista Nicolas Hodges na interpretação de duas obras concertantes de Wolfgang Rihm que denunciam o seu profundo conhecimento da música do passado. Na esteira de Mozart e ao mesmo tempo com uma completa abertura, como se Busoni tocasse a mão esquerda em Zurique e a direita em Berlim. A propósito da estreia de Sotto voce 2, que realizou em 2007, escreveu Nicolas Hodges: “a cada abordagem, a obra  surge mais bela e o meu afecto por ela cresce.” 


06.12 domingo · 10:00 sala 2

Serviço Educativo


ANTÓNIO MIGUEL TEIXEIRA direcção artística

ANTÓNIO MIGUEL TEIXEIRA, FLÁVIO ALDO, JOANA PEREIRA, JOAQUIM ALVES e SOFIA NEREIDA interpretação


Em 2020 cumprem-se 250 anos sobre o nascimento de Beethoven. Boa altura, pois, para contar a história deste enorme compositor aos mais pequenos. Com a leveza e o tom divertido que a idade dos ouvintes requer, lembramos o bebé rebelde, as principais aventuras de vida e, claro, a música. Tudo somado, é uma ode à alegria!


A quadra natalícia é motivo para vários concertos alusivos ao tema e ao mundo das crianças, como todos os anos acontece na Casa da Música. Inspirado nos contos infantis de Charles Perrault, Ma Mère l’Oye de Ravel divide as atenções com a engenhosa e inconstante personagem da Suite de Pulcinella de Stravinski, num concerto da Orquestra Sinfónica onde a fantasia impera. O pianista francês Pierre-Laurent Aimard encerra a sua residência com um recital inteiramente dedicado a uma obra-chave para piano solo de Messiaen, uma meditação sobre a infância de Jesus. O ciclo de concertos de Natal fecha com chave de ouro ao som de Marc-Antoine Charpentier, criador de algumas das obras mais inspiradas do Barroco francês, juntando em palco a Orquestra Barroca e elementos do Coro Casa da Música.


28.12 segunda · 19:30 sala suggia


SALVADOR SOBRAL voz

ANDRÉ ROSINHA contrabaixo

ANDRÉ SANTOS guitarra

BRUNO PEDROSO bateria

MAX AGNAS piano


De Salvador Sobral não se espera que descanse sobre o sucesso dos seus projectos. Esta é uma nova formação, em quinteto, que continua a mostrar que o cantor é uma das personalidades musicais mais criativas da sua geração. Ao lado de músicos com quem vem colaborando nos últimos tempos está Max Agnas, um jovem pianista que surpreendeu Salvador na temporada que passou na Suécia. Apesar dos 23 anos, Max Agnas é um dos grandes nomes do jazz nórdico, com um som surpreendentemente maduro e uma linguagem livre de artifícios desnecessários. Esta será a banda a acompanhar Salvador Sobral na gravação do seu próximo disco, e aqui se levantará o véu de algumas das novas canções, juntamente com temas incluídos nos anteriores Paris, Lisboa e Excuse me.