O festival À Volta do Barroco chega à sua 15ª edição mantendo o princípio que lhe deu forma desde 2005: dar a ouvir a música do Barroco e as composições mais recentes que são produto da influência daquele período histórico. Em dois concertos partilhados, a Orquestra Barroca e o Remix Ensemble cruzam a música de figuras geniais como Bach, Rameau e Rebel com partituras que nos conduzem ao impressionismo francês , através de uma nova versão de La Mer de Debussy, chegando às composições de Phillipe Manoury nunca ouvidas em Portugal. Mas há ainda tempo para escutar uma obra em estreia mundial, encomendada a Nuno Lobo, Jovem Compositor em Residência na Casa da Música em 2020. O festival encerra com a Orquestra Sinfónica dirigida por um dos melhores maestros da actualidade, num concerto inteiramente dedicado à música de Mozart.

No período Barroco, Suite ou Partita era um conjunto de danças unidas numa obra única e que não se destinava a ser dançada, sendo escrita antes de tudo para ser ouvida. Bach escreveu peças deste género para instrumentos a solo como o violino, o violoncelo ou o alaúde, mas também para orquestra. O compositor francês Philippe Manoury inspirou-se na ideia de diversidade e liberdade que está associada a esta forma e escreveu partitas dedicadas a instrumentos de cordas. Composta em 2016, a B Partita junta violino, electrónica e ensemble e é dedicada a Pierre Boulez, mestre de Manoury e grande referência da música francesa. O concerto inicia-se com a estreia mundial de uma obra encomendada a Nuno Lobo, Jovem Compositor em Residência na Casa da Música em 2020.


08.11 domingo · 18:00 sala suggia

ANO FRANÇA


1ª Parte

REMIX ENSEMBLE CASA DA MÚSICA

PETER RUNDEL direcção musical

WORTEN DIGITÓPIA electrónica

ASHOT SARKISSIAN violino

NUNO LOBO Robert Maan and His Time Machine

(estreia mundial; encomenda Casa da Música)

PHILIPPE MANOURY B Partita (estreia em Portugal)


2ª Parte

ORQUESTRA BARROCA CASA DA MÚSICA

LAURENCE CUMMINGS cravo e direcção musical  

JOHANN SEBASTIAN BACH Suite para orquestra n.º 4, em Ré maior


A Orquestra Barroca e o Remix Ensemble reúnem-se num concerto inteiramente dedicado à música francesa, interpretando artistas que desafiaram as convenções da sua época. O concerto inicia-se com a abertura da ópera Zoroastre de Rameau, em que o compositor introduziu um grande número de inovações. Ao ouvirmos os primeiros compassos da obra seguinte, bem poderíamos estar perante um número do catálogo do Remix Ensemble. Na verdade, trata-se de uma peça com quase três séculos do revolucionário Rebel que retrata a criação do mundo e inclui um arrojado cluster inicial que ainda hoje nos espanta. A segunda parte conta com um pianista que é uma autoridade na interpretação de música nova, Nicolas Hodges. A obra de Philippe Manoury que vem apresentar em estreia nacional expõe os contrastes que emergem de uma forma tipicamente barroca, a Passacaglia – uma estrutura estática como base para um discurso em permanente evolução. A terminar, regressamos à natureza e aos elementos sugeridos na primeira parte, desta vez com uma peça nascida do deslumbramento de Debussy pela liberdade e pela beleza do mar. Obra central do Impressionismo musical, La Mer será apresentada numa recente versão para orquestra de câmara de Joolz Gale.


10.11 terça · 19:30 sala suggia

ANO FRANÇA


1ª Parte

ORQUESTRA BARROCA CASA DA MÚSICA

LAURENCE CUMMINGS cravo e direcção musical

JEAN-PHILIPPE RAMEAU Abertura de Zoroastre

JEAN-FÉRY REBEL Les Eléments


2ª Parte

REMIX ENSEMBLE CASA DA MÚSICA

PETER RUNDEL direcção musical

NICHOLAS HODGES piano

PHILIPPE MANOURY Passacaglia para Tóquio

CLAUDE DEBUSSY/JOOLZ GALE La Mer


A imaginação e a genialidade de Mozart dominam este concerto dirigido por um dos grandes maestros da actualidade. Este concerto começa com uma das peças mais ilustrativas da associação de Mozart à Maçonaria e encerra com a célebre Sinfonia Júpiter, aquela com que o compositor se despede das grandes obras para orquestra. Na primeira biografia de Mozart, publicada em 1828, Georg Nikolaus von Nissen não hesitou em afirmar que “a sua Grande Sinfonia em Dó, com a fuga final, é verdadeiramente a primeira de todas as sinfonias. Em nenhuma obra musical o toque divino do génio brilha mais e de forma mais bela”.


13.11 sexta · 19:30 sala suggia


ORQUESTRA SINFÓNICA DO PORTO CASA DA MÚSICA

JOSEPH SWENSEN direcção musical

WOLFGANG AMADEUS MOZART Funeral Maçónico K.477; Sinfonia n.º 35, em Ré maior, Haffner

WOLFGANG AMADEUS MOZART Sinfonia n.º 41, em Dó maior, Júpiter